A lagarta

Criara um casulo e dele só saía quando lhe convinha.
O interior do casulo era de rara beleza, pois foi cuidadosamente montado com as suas relíquias pessoais, e isto lhe bastava.
Justificara sua personalidade e seus atos com filosofias de opúsculo.
Na verdade não se importava muito em justificar, preocupava-se apenas em ser. Um ser superior.
E destarte, seguiu sua estrada e suas ideologias deixando lanceadas pelo trajeto, tal qual uma pessoa prosaica.
De quando em vez sobrevoa o mundo como uma borboleta afoita, ávida por emoção!
Até pousar com a fleuma comum dos mortais, e quando assim se apercebe, trata de voltar ligeira para o conforto maternal do casulo.
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