Diário de uma lavadeira

O medo paralisa a gente.
Fui da paralisia à catarse e como me disse hoje um querido, uma catarse de lavadeira! Lavei minha alma como as lavadeiras fazem com a roupas sujas: muito sabão de côco, pulso firme e água de riacho, mais precisamente de enchurrada!
De alma limpa consigo agora timidamente teclar estas parcas palavras, com cautela, a mesma cautela que utilizei hoje para conversar com minha filha, participando a ela o que está acontecendo comigo, passando uma segurança que até ontem eu não tinha, me sinto, agora, graças a ela e por ela, mais segura.
Agradeço muito aqueles que seguraram a minha onda nos últimos dias em que fiquei perdida, paralizada e com uma trouxa imensa de roupa suja pra lavar.
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