Muito além do arco-íris, voltando aos bancos acadêmicos, algumas considerações:

Foi com grande satisfação que entrei na minha academia, outrora velha e rota, agora renovada com a realização de melhoramentos que tanto brigamos para consquistar. Lembro-me de fecharmos a Avenida Conselheiro Nébias para que a administração fizesse um melhor uso de nossas mensalidades nos presenteando com melhor infraestrutura. Tive saudade.
É curioso como apenas mulheres ousam penetrar o campo da homoafetividade. A impressão que tenho é que muito embora os gays do sexo masculino sejam ou aparentem ser a maioria, os homens se abstiveram em seus “armários”, pois não presenciei nenhum advogado ou acadêmico de direito participando do curso.
É fato que as mulheres são dotadas de mais sensisbilidade para lidar com questões afetivas e imagino que sejam também mais livres de preconceitos.
Além de advogadas veteranas e jovens como eu, presenciei acadêmicas dispostas a aprender mais sobre este direito ainda em construção.
Concluí que este é apenas o começo, que ainda tenho um caminho longo a percorrer e que possivelmente serei vítima de preconceito também, coisa que não me acua.
Escolhi uma profissão que me exige estudante pra sempre.
Escolhi um ramo do direito que ainda não existe, ou melhor, existe mas usa uma capa de invisibilidade a qual pretendo ajudar a retirar.
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