Refletindo: mais mudanças na minha vida com AR

imageDas muitas coisas que mudaram na minha vida após o diagnóstico de Artrite Reumatóide a mais triste de todas é o julgamento das pessoas.  Primeiro tem aquelas que acham que o que você tem é frescura mas não tem coragem de comentar então, ficam com aquele olhar enviezado quando presenciam sua dificuldade para lavar um copo por exemplo. Depois tem aquelas pessoas que te vitimizam e te “enterram” muito antes mesmo de a AR entrar em crise. Esse sem dúvida é um tipo bem perverso de gente, que pensa assim “tá ruim é? Então vá morrer pra lá”.

Tem também aquele que não aguenta o tranco e simplemente se afasta de você, sem dó nem piedade, sem dar a menor satisafação. Eu não os culpo afinal essa luta é minha, foi nas minhas mãos que Deus colocou a espada para guerrear contra isso…

Fato é  que este diagnóstico muda o paciente tão profundamente que tem coisas, pessoas, hábitos, atitudes e lugares que não cabem mais nesta nova vida, por mais que a gente queira.

Essa semana minha cabeça está muito cheia com essas mudanças e com as conclusões que estão vindo à tona… Meus “três” leitores sabem que sou advogada, dona de casa, mãe de dois, comercializo cosméticos e mantenho esse divã aqui há bastante tempo.

Sempre trabalhei sozinha, por anos a fio nem faxineira eu tive, raramente precisei de ajuda (aliás, pedir ajuda é uma das coisas com as quais estou aprendendo a lidar…). Contudo, meu trabalho está com o freio de mão puxado tem algum tempo, tive que fazer isso após concluir que preciso de ajuda, que infelizmente não sou mais aquela profissional ágil de antes. Com isso diminui minha busca por novos clientes, tirei licença maternidade na Defensoria Pública que infelizmente está imendando com uma licença médica, talvez por tempo indetermindo e aí alguém, querendo me ajudar, levanta uma lebre:

“Porque você não se aposenta por invalidez?”

Como isso é difícil meu Deus… Pelo simples fato de que eu não me sinto inválida,  eu não sou uma inválida pombas! Tento me convencer disso todos os dias, mesmo quando minhas mãos doem ao digitar uma lauda, mesmo quando sinto dificuldade para carregar meu filho no colo ou para passar uma simples vassoura na casa.

No momento eu estou vivendo uma expectativa de melhora, fazendo tratamento e realmente não estou com muita cabeça para o trabalho ou para outras coisas além da minha casa/família mas ainda acho muito cedo para pensar numa coisa tão drástica como aposentadoria.

Na foto minha mais nova aquisição de utilidade doméstica para artriticos um dispenser para detergente e esponja, isso sim ajuda!

Aos poucos eu pretendo compreender com calma e aceitar o que cabe ou não a partir de  agora na minha vida. Uma coisa é certa para o amor sempre, sempre, sempre tem lugar.

“A dor não está aí para fazê-lo infeliz e sim para torná-lo mais consciente” (Osho)

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