O Cisne Negro: a perfeição ou o número 1 em estágio agudo.

Assisti ao filme “Cisne Negro” e gostei. A direção é bacana, de Darren Aronofsky, o mesmo de “Requiem para um Sonho”. Tem aquele climão de suspense , efeitos especiais bem caprichados e conta com a atuação deslumbrante de Natalie Portaman no papel título. A atriz aprendeu a dançar para o personagem o que traz uma plasticidade linda para as cenas. Contudo o que me leva a escrever  hoje não é o filme  propriamente dito (se por acaso “meus três leitores” desejarem ler mais sobre ele é só clicar aqui) e sim a temática que me colocou para pensar: a perfeição.

No filme, a personagem principal, Nina (Natalie Portman) enfrenta pela primeira vez em sua carreira como bailarina o desafio de ser solista em “O lago dos cisnes” interpretando os dois cisnes: o branco e o negro. O que assisti na tela não foi apenas o conflito das personalidades opostas dos cisnes mas também a busca incansável da bailarina em ser perfeita. Pode-se até achar que todo o tormento de Nina se dá por conta de uma pressão externa do diretor do espetáculo e de sua mãe, uma mulher visivelmente frustrada que busca na carreira da filha uma realização por projeção. Porém, concluí ao fim do filme que sua busca pela perfeição era tamanha que Nina passou a vivenciar, ainda que no terror de sua mente, toda a estória do Lago dos Cisnes e ela, sendo originalmente o Cisne Branco sentiu a necessidade de se matar, primeiramente aos poucos nos  bruscos e incessantes treinamentos, depois no comportamento de risco, no entorpecimento das drogas e por fim na luta corporal imaginária que ela trava consigo mesma no camarim antes do segundo ato do espetáculo. Então, o cisne dança lindamente mas, sem que a platéia perceba, está mortalmente ferido e ao final decreta: “I was perfect.”

A mensagem que ficou para mim é de que não se pode ser perfeito, por mais que ser queira, tente e se esforce é impossível. Eu bem sei disso, eu que já fui um número UM  em estágio bem agudo, sofri muito com isso. Talvez por isso o filme tenha me tocado tanto, eu mesma já “quase morri” buscando a perfeição, a autocobrança é o pior algoz que alguém pode ter. A busca da perfeição te persegue, tortura, ensandece. E é este tipo de busca que dispara o gatilho de muitas doenças auto-imunes.

Assim como a foto do cartaz do filme sugere, quando se deseja a perfeição para si, você se quebra. Lição de vida: melhor inteiro do que perfeito.

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