Mães no fogo cruzado

Vocês já sabem que sou mãe de duas crianças,uma menina de oito anos e um menino de 2 anos e meio.Trato meus filhos com uma pediatra homeopata e puericulturista, adepta da alimentação natural. Sobretudo, o que rege a educação e saúde dos meus filhos é o bom senso.

Sou contra o consumo desenfreado na infância e super a favor da alimentação natural mas tenho acompanhado na internet um certo “fundamentalismo” nestas questões.

Recentemente a Revista Crescer publicou um artigo desmistificando 10 alimentos ditos saudáveis que na verdade não são. Primeiro quero esclarecer que não sou leitora assídua da dita revista, não gosto da maneira que ela prioriza fotografar crianças louras de olhos azuis para suas capas, tão pouco do texto que presume que todas as mães são de primeira viagem.

Lendo a  matéria, acho muito difícil banir completamente alimentos deste tipo da alimentação. Seja pela praticidade que eles representam nas lancheiras de crianças filhas de pais com jornada dupla, às vezes tripla, ou pela socialização natural da idade escolar, e você, por melhor mãe que seja, não vai estar “na cola” do seu filhinho 24 horas por dia.

É claro que todo alimento industrializado tem seus prós e contras, que o ideal seria termos condições de fornecer aos filhos, inclusive na lancheira, alimentos 100% saudáveis, livres de conservantes, corantes e etc, mas nem sempre isso é possível, infelizmente.

Acompanho o blog ” As delícias do Dudu”,   que é escrito pela culinarista infantil Thais Ventura, mãe do Dudu, que  é claro, faz de tudo para a alimentação do seu filho ser o mais saudável possível! Lá vocês podem encontrar receitas e dicas do que pode ser mais bacana na lancheira do seu filho.

De um modo geral eu procuro oferecer para minhas crianças em casa produtos naturais, preparados por mim (um bom prato de arroz com feijão e legumes por exemplo pode salvar uma escapadela na escola) e frutas diariamente.

Quanto aos sucos de caixa não vou negar, sou adepta! Tomo o cuidado de olhar a tabelinha nutricional e escolher os menos doces, acreditem existem no mercado sucos em caixa sem corantes, acidulantes e conservadores, é só ter um pouco de paciência para procurar.

Moro em Santos, uma cidade que é uma panela de pressão, a sensação térmica no verão é abraçando o sol, vocês acham que se eu expremer uma laranjada ao meio dia e meia e colocar  na lancheira da minha filha para que ela consuma em torno de 15 horas, essa laranjada vai ter as mesmas  propriedades nutricionais? E o risco de azedar então? Deus me livre! Ela leva o suquinho de caixinha, de soja que ela tanto gosta!

Acho um absurdo colocar o suco de caixa em pé de igualdade com os refrigerantes. Refrigerante é caloria vazia, o suco de caixa, por pior que seja comparado ao suco da fruta se consumido na hora da feitura, ainda tem polpa de fruta, vitamina C  e fibras alimentares.

Portanto minha gente, vamos ao bom senso, sempre!  Se no dia -a-dia, em casa, a  criança ingere frutas, come legumes e verduras, arroz e feijão  e foi amamentada no peito até pelo menos os  seis meses de vida ou mais, você não tem porque se desesperar e se sentir no meio do fogo cruzado. Você, como eu, está fazendo o seu possível.

E lembre-se que uma hora eles crescem.

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